Ah, tem o texto "Amigos'
Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos. Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho deles. A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos, enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade. E eu poderia suportar, embora não sem dor, que tivessem morrido todos os meus amores, mas enlouqueceria se morressem todos os meus amigos! Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos e o quanto minha vida depende de suas existências .... A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem. Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida. Mas, porque não os procuro com assiduidade, não posso lhes dizer o quanto gosto deles. Eles não iriam acreditar. Muitos deles estão ouvindo esta crônica e não sabem que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos. Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro, embora não declare e não os procure. E às vezes, quando os procuro, noto que eles não tem noção de como me são necessários, de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital, porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente, construí e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida. Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado. Se todos eles morrerem, eu desabo! Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles. E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese, dirigida ao meu bem estar. Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo. Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles. Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos, cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim, compartilhando daquele prazer ... Se alguma coisa me consome e me envelhece é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado, morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo, todos os meus amigos, e, principalmente os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.
terça-feira, 10 de novembro de 2009
Obs.:
Estranho alguém dizer em pleno século XXI que tem amores platônicos, né?
Rssssss
Pois é, ser humano é isso mesmo. Um universo ainda a ser explorado.
Porque isso acontece?
Porque amores platônicos ainda aconterem na Era da Informação, e, mesmo asim, se completam em si mesmos, em mera contemplação silenciosa? Porque a não necessidade de realização desse amor?
Sei lá. Só sei que é assim.
Estranho alguém dizer em pleno século XXI que tem amores platônicos, né?
Rssssss
Pois é, ser humano é isso mesmo. Um universo ainda a ser explorado.
Porque isso acontece?
Porque amores platônicos ainda aconterem na Era da Informação, e, mesmo asim, se completam em si mesmos, em mera contemplação silenciosa? Porque a não necessidade de realização desse amor?
Sei lá. Só sei que é assim.
Queria ter escrito isso..
Sabe aquele texto que descreve tão bem uma situação ou sentimento que está em você, aquelas palavras que parecem terem sido escritas par você?
"Ai que raiva, gostaria de ter escrito isso!!"
"Ai que inveja! queria que esse texto fosse meu!"
É o que eu sempre digo.
Passso a partir de hoje a colocar textos escritos por outros autores e que me matam de inveja (rs!)
Começo com o Soneto do Amor Total, de vinícius de Morais, que me derrete toda de paixão por meus amores platônicos (ai que raiva não ter escrito isso... rssss)
Soneto do Amor Total
Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinícius de Moraes
"Ai que raiva, gostaria de ter escrito isso!!"
"Ai que inveja! queria que esse texto fosse meu!"
É o que eu sempre digo.
Passso a partir de hoje a colocar textos escritos por outros autores e que me matam de inveja (rs!)
Começo com o Soneto do Amor Total, de vinícius de Morais, que me derrete toda de paixão por meus amores platônicos (ai que raiva não ter escrito isso... rssss)
Soneto do Amor Total
Amo-te tanto, meu amor ... não cante
O humano coração com mais verdade ...
Amo-te como amigo e como amante
Numa sempre diversa realidade.
Amo-te afim, de um calmo amor prestante
E te amo além, presente na saudade.
Amo-te, enfim, com grande liberdade
Dentro da eternidade e a cada instante.
Amo-te como um bicho, simplesmente
De um amor sem mistério e sem virtude
Com um desejo maciço e permanente.
E de te amar assim, muito e amiúde
É que um dia em teu corpo de repente
Hei de morrer de amar mais do que pude.
Vinícius de Moraes
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