sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Mentiras sinceras não me interessam - Parte II

Diz que me ama.
Anda, diz logo.
Por que não diz? “Eu te amo” não dói...

Quer dizer, dói um pouquinho, se a resposta for “dane-se”. Mas o “eu te amo” preso na garganta dói ainda mais. Dói na consciência. Dói no coração. Dói de arrependimento.

Eu não entendo: você gosta de mim, tenho certeza. Então, não diz por quê? Tem medo que um raio te parta no meio, que o chão se abra e te jogue no fogo do inferno?

Exageros à parte, não adianta calar. Você tem medo do que as pessoas irão falar de nós? Todos falam, bem ou mal, mas todos sempre vão falar! E quem são “todos”? Pessoas, ora! Pessoas que amam, que sofrem e riem como nós. Que têm palavras entaladas na garganta também. Que sentem medo da opinião alheia. Ah, droga, quanto tempo perdido! Somos todos iguais: frágeis, em busca de amor.

Quer saber? Mentiras sinceras não me interessam. Não quero ouvir outras frases se, na verdade, você quer dizer que me ama. Não quero ouvir sobre a crueldade da sociedade, sobre a inveja das pessoas infelizes ou sobre as pedras no caminho. Diga apenas “eu te amo”.

Pedras do caminho? Jogaremos Amarelinha com elas! O que os outros irão falar? O que julgarem como verdade para eles, ora! Me diga: o que é mais importante para a nossa vida? A verdade deles ou a nossa?

Anda, diz que me ama, vai.....

Ah, diz.....

Fala, vai......

Ai que lindo!!!!!

Como é bom ouvir isso. Repete?

Ah, repete, vai.....

RKS - 11.01.2008

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