quinta-feira, 4 de outubro de 2007

Mentiras sinceras não me interessam - Parte I

“Fiz aquilo para o seu bem, não queria te magoar.” Já viu facada mais dolorida que esta frase?
Considero esse papinho “menti para te poupar” pior que o motivo real da traição. Traição sim. Traição dupla. Primeira por esconder, excluir, decidir sem consultar; segundo pelo controle sobre nosso discernimento, nossas ações, nossos rumos.
Mentiras sinceras não me interessam. Não quero ser traída e poupada da dor; não quero ser excluída e tratada como coitada; não quero ter cerceada a minha vida porque outros decidem o que é melhor. Mentiras sinceras realmente não me interessam. Não me peçam para levar em conta a preocupação, ou “o que vale é a intenção”, ou blá, blá, blá. Prefiro a verdade doída, a liberdade conquistada.
Sol, dia, quero tudo muito às claras! Quero o olho-no-olho, o jogo aberto, as cartas na mesa, o “topa ou não topa”. Ou vai ou racha! Eu vou, desde que saiba pelo menos para onde estou indo. Não quero uma dose para aplacar a dor. Quero verdade na veia. Inteira.

RKS - 28/09/07

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