sexta-feira, 26 de setembro de 2008

As estrelas

A primeira vez que te vi, não vi mais nada. Só estrelas a brilhar.
Estrelas, uma chuva delas, caindo ao nosso redor. Suas palavras eram os sons da cachoeira. Nenhuma palavra, só água. Sua energia emanava perfume de flores, e até o seu cansaço te fazia brilhar.
A primeira vez que te vi, repetias o longo monólogo do início. Respondias às mesmas perguntas infinitas vezes. Iniciavas mais uma batalha; novamente se punhas a trilhar o mesmo caminho; o bom e velho caminho... Porém sempre tão novo...
A primeira vez que te vi, te segui. Destino inexorável, impossível de desviar. Impossível não te seguir. Eu segui rumo às estrelas.
Da última vez que te vi, tudo silenciou, tudo apagou. Calou-se o som da cachoeira. Apagaram-se as estrelas. Não senti mais seu perfume. Novamente, cumpriu-se o destino: amor, distância, solidão. Sofrimento.
Uma a uma, apagaram-se as estrelas.

RKS - 01/08/2006 - 07/12/2006

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